O Andejo Vadio
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"I always wonder why birds choose to stay in the same place when they can fly anywhere on the Earth. Then I ask myself the same question."
(Harun Yahya)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Diversidade


Saí de Buenos Aires, meu destino: La Plata, capital da província. Facundo me acompanhou até o centro, onde peguei um ônibus em direção à nova cidade que fica a não mais que 70 km da Capital Federal. Não é muito seguro pedir carona na saída de grandes cidades. Meu computador começou a dar problemas com a rede sem fio e fui a cyber pra verificar se tinha onde ficar na cidade ou não. Não. Os contatos que fiz por couch surfing não deram resultado, decidi então buscar um hostel. O primeiro, lotado. Depois de caminhar mais umas 15 quadras com minha leve mochila de 30 kg, encontrei outro.

Aproveitei que neste lugar meu note funcionava e trabalhei um pouco. Uma brasileira, 2 colombianos, uma francesa e alguns argentinos. Violão, música argentina, colômbiana, e brasileira. Mais tarde fui com duas garotas a alguns bares da cidade, noite bacana. No dia seguinte conheci Martin, um estudante que veio de Bariloche cursar Design na universidade em La Plata e ele me convidou a ir à casa de um amigo seu, Vladmir, de Ushuaia. Em La Plata está uma das universidades mais antigas e conceituadas da Argentina e por isso muitos estudantes vêm de todas as partes do país buscando um diploma de peso. Batemos papo, bebemos, comemos e logicamente saímos. Fracasso, o bar estava péssimo, mas foi muito divertido. Vladmir me convidou a ficar mais uns dias em sua casa, porque no sábado faria um churrasco. Aceitei e no dia seguinte me levaram pelos principais pontos de La Plata e me contaram um pouco de suas estórias.

Dizem as lendas que La Plata foi planejada por um membro de uma seita contra a Igreja Católica. Este, desenhou a cidade de uma forma peculiar. Não importa a direção em que caminhe, sempre encontrará uma praça em 6 quadras. Já na praça principal, as quatro estátuas de mulheres que representam as quatro estações, primavera, verão, outono, inverno, tem suas mãos em formato duvidoso: com os dedos indicador e mínimo esticados enquanto anular e médio estão dobrados, que em teoria simbolizam chifres, possivelmente em apologia ao diabo. Outra estátua na praça principal mostra um arqueiro que apontava seu arco diretamente para a cruz da catedral da cidade. O arco foi retirado do arqueiro após supostamente serem encontrados furos nessa mesma cruz. Para terminar, o prédio da Municipalidad, equivalente a nossa prefeitura, foi construído com os fundos para a praça principal e consequentemente, à catedral, além de sua torre, parecer com uma coruja, possível símbolo da seita. A veracidade dessa histórias é questionável e remete à capacidade humana de achar significados ocultos em quase tudo. Cada um tem a liberdade de acreditar no que quiser, visitem a cidade e tirem suas próprias conclusões. Independente de La Plata ser ou não uma cidade do "diabo", é realmente divertida, lotada de jovens, bares e agito, e é uma boa pedida para se conhecer na região.

No sábado recebemos alguns amigos de Vlad que vieram de Buenos Aires e fizemos um churrasco onde provei uma linguinça de sangue de boi, odiei, rs! Mas os moleques que vieram de Bs As eram muito gente fina e passamos muito bem a noite, até que fomos dormir. Só tinha uma cama de solteiro para 6 pessoas! Com todo o equipamento de viagem que possuo me salvei, coloquei o isolante térmico no chão e dormi no meu saco de dormir como sempre, enquanto dois deles dormiram literalmente no chão e outros 3 colocaram o único colchão de lado e dormiram metade no colchão e metade no chão! No domingo assistimos a alguns filmes de terror nada aterradores e tanto Martin quando Vlad disseram que vão falar com suas família para me hospedarem quando eu esteja em Bariloche e Ushuaia. Quem sabe dê certo e eu não congele no frio sul argentino!

No dia seguinte deixei La Plata em direção à San Clemente de Tuyú, mas demorei quase dois dias para percorrer a distância que separa as duas cidades. A primeira carona foi muito triste. Um cara na casa dos cinquenta, do tipo nervoso, inseguro. Conversamos sobre viagens e ele me diz que gostaria muito de poder viajar mais. Disse que viajava quando era mais novo, mas terminou a vida sem dinheiro, precisando trabalhar muito para se manter. Perdeu sua mãe quando criança e seu pai algum tempo depois. Não é casado e seus dois irmãos já faleceram. Ou seja, já na segunda metade de sua vida, está completamente só, fazendo algo que não lhe agrada. Inevitavelmente me deixou pensando na importância das relações interpessoais em nossas vidas. E pensei nisso durante um bom tempo já que a próxima carona demorou consideravelmente e ao final me levou a uma pequena vila chamada Pipinas. Descolei aí comida e um lugar pra dormir com o dono de uma churrascaria e no dia seguinte segui viagem. Uma carona até o meio do nada e outra até um local chamado Cerro de La Gloria, um povoado com menos de 100 habitantes.

Estava pedindo carona na estrada, ao lado da polícia quando chega um moleque, chamado Fabían, 18 anos, com 3 sanduíches, dois com um bife de milanesa de cervo que eles tinham caçado no dia anterior e outro de queijo com goiabada, estranho, mas muito saboroso. É impressionante a diferença de trato das pessoas do interior e das cidades grandes. Tomamos mate, e ficamos conversando por muito tempo até que consegui outra carona até próximo de San Clemente, e duas mais me levaram até o centro da cidade. Passei duas noites num pequeno hotel na primeira praia do litoral argentino, onde a água é marrom por misturar-se a água do rio da plata. Tomei então um ônibus a Pinamar, a praia High Class da região. Lotada de hotéis com várias estrelas e restaurantes caros, minha única opção foi montar a barraca na praia. Passei num bar fantástico, decorado com cacarecos deixados por seus clientes por mais de 35 anos. Deixei um chaveiro de uma bolinha chinesa. Já em Villa Gesell, a próxima cidade, minha parada foi em um camping.

História interessante a de Villa Gesell. Antigamente na região não havia nada mais do que dunas, quando um senhor chamado Don Carlos Gesell decidiu aí se instalar em 1931. Contruiu sua casa, levou sua família e plantou um par de árvores. Essas árvores transformaram as dunas em um bosque e onde não havia nada instalou-se uma cidade. Sua antiga casa hoje é um museu em sua homenagem e a cidade herdou seu nome. Desse bosque levarei boas lembranças. Encontrei em frente ao museu algumas pessoas que estavam tocando violão depois de um evento em comemoração ao aniversário do fundador da cidade e percebi que uma mulher cantava em francês. Uma artista de circo de Paris que cantava em bares e cabarés na França que veio viver na Argentina tocava vários tipos de música, tanto em francês como em espanhol, algumas músicas ciganas estavam fantásticas. Outros músicos que revezavam cantavam em grego, português e aimarã, idioma andino, surpreendendo-me com uma enorme diversidade cultural. É fascinante o que se encontra viajando, o inesperado se torna regra, mostrando-se presente a todo momento.

Enfim cheguei a Mar del Plata, uma grande cidade do litoral argentino, entretanto deixo essa história para um outro dia, acho que por hoje já falei demais!

Um grande abraço a todos, e principalmente a minha mãe que fez 32 anos (está me devendo uma, mãe) dia 20 e a meu sobrinho Giovanni que fez 1 aninho dia 8. Amo vocês dois!

Até a próxima!

Andejo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Mais uma vez em Buenos Aires!



Quantas saudades sentia de estar à beira da estrada, de me queimar no sol, de não ter pra onde fugir da chuva, de passar horas cantarolando e praguejando os motoristas que não te dão carona. Essa sensação de liberdade que se sobrepõe a todos os pequenos obstáculos que surgem durante o caminho é capaz de transformar pequenos momentos em ocasiões importantes e grandes desafios em brincadeira de criança.

É bem verdade que meu recomeço de viagem foi bem diferente do que estava acostumado, visto que agora tenho a possibilidade de estar um pouco mais cômodo graças ao trabalho com meus pais. Usei deste benefício logo no princípio quando ao invés de "caronear", tomei um ônibus de Curitiba a Cascavel, passando 2 dias com minha irmã. Mas uma coisa não mudou, despedidas continuam sendo despedidas: em primeiro lugar minha mãe, que me levou à rodoviária de Curitiba. Com grande dor no coração, nos despedimos com os olhos lacrimejantes pensando no quanto tardaríamos a nos ver novamente. Em segundo minha irmã, que me levou com minha sobrinha de 1 ano e meio à beira da estrada, e me viu partir caminhando sem um rumo certo. Rever a família é maravilhoso, despedir-se é demasiadamente doloroso.

Pé na estrada. Com duas caronas cheguei a fronteira, com um ônibus a cruzei, e já no lado argentino a primeira caminhada, o primeiro contratempo, a primeira grande espera. Com um sol absurdamente forte não demorei a ficar com o nariz semelhante a um pimentão. Busquei abrigo com o intuito de passar um pouco de protetor. Desastre. O shampu abriu e os 300 ml de líquido gosmento se mesclaram aos outros objetos da mochila. Estupidez de mochileiro iniciante!! Como não colocar as coisas que podem vazar dentro de uma sacola? Passei horas lavando minhas coisas e enchi de espuma o banheiro do posto e acredito que se minha mochila chega a molhar ainda sairá espuma dela. Que raiva! Entretanto, estava no meio do nada e tinha pressa de seguir viagem. Engoli em seco e voltei pro acostamento. Andei alguns quilômetros em busca de uma sombra onde pudesse esperar que uma boa alma me levasse para o sul. Encontrei a sombra, mas não a boa alma. Segui caminhando e percebi que nessa estrada se localizavam grande parte dos hotéis da região, muito procurada pelos turistas que visitam as Cataratas do Iguaçú. Malditos sejam; horas debaixo de um sol escaldante, intercalando entre caminhadas com minha pesada mochila e sinais com o polegar, suando como um porco, olhando uma infinidade de pessoas se divertirem nas refrescantes piscinas dos hotéis. Sabe quando, num dia de calor, você chega em casa cansado, suado e sedento, abre a geladeira e não tem nada pra tomar? Então, foi muito pior. Era como uma mensagem do além: Seu F* da P*, tem mesmo certeza que quer voltar pra essa vida? E rindo da minha desgraça perseverei até ser recompensado.

Já com o sol baixo, subi a um caminhão missioneiro (de Missiones, província argentina, que equivalem ao nossos estados), com ar condicionado e muito tereré gelado. Escutava sertanejo, afinal nem tudo poderia ser perfeito, rs! Deixou-me em uma estação de pedágio não muito distante e já sem luz alguma vinda do sol pensava se deveria dormir por ali mesmo. A ansiedade falou mais alto e continuei pedindo carona. Dessa vez um carro, com um senhor que realmente apreciava o tabaco, levou-me até um posto de polícia perto da capital de Missiones, Posadas. Estive nesse lugar por bastante tempo, mas já de madrugada não esperava conseguir carona. Caminhei até uma garagem de ônibus, onde esperei dormindo em um banco, usando de travesseiro meu cachecol banhado em shampu, um ônibus que me levasse uns 50 Km, até a intersecção da estrada por onde seguiria, economizando um precioso tempo na manhã seguinte.

Desci em um posto próximo a San Jose, e ao lado de um mercadinho armei minha barraca - a infinidade de mosquitos não me permitiram dormir ao ar livre. Acordei antes das dez, e depois de comer uma medialuna recheada com cabelo, fui novamente me queimar ao sol. Próximo a mim, uma mulher pedia carona, e como era de se esperar, a conseguiu antes de mim. Cerca de 2 horas depois subi a um carro com duas mulheres e um moleque de uns 6 anos que dormiu deitado ao meu lado durante quase toda a viagem, despertando-se apenas em um momento gritando: "Vou vomitar!!!" Esse foi apenas um dos sustos que levei durante a viagem, já que a condutora deste carro não era das mais habilidosas, além do fato que a amiga que a acompanhava tirava sarro a todo momento, deixando-a ainda mais nervosa ao volante. Também escutavam sertanejo. Passamos, na metade do caminho, pela mulher que pedia carona perto de mim no posto em San Jose, ela pedia carona novamente na beira da estrada.

Cheguei a Santo Tomé. Parece que os santos estavam ao meu lado, visto que daí dei sorte de agarrar uma carona grande até Santa Fé. Pedi carona num posto a um Gendarme (Oficial da Gendarmeria, orgão militar responsável pelas fronteiras argentinas) e com ele estive por cerca de 7 horas ininterruptas a não menos de 140 km/h. No mesmo posto em Santo Tomé estava novamente a mulher pedindo carona: ou é um fantasma ou uma agente do FBI disfarçada que acha que eu sou um louco terrorista. Bom, o Gendarme era gente boa, dividiu uma pizza comigo e conversamos sobre inúmeros assuntos para afastar o tédio, o que era difícil com a mesmice da paisagem da região: planices e estradas retas que terminavam no horizonte. Acho que ele ficou indignado nos momentos em que cochilei, e aumentava o rádio quando isso acontecia. Advinhem o que tocava? Fato: Missioneiros adoram sertanejo brasileiro. Fato 2: Missioneiros acham que Calypso é sertanejo.

Outro fato é que essa carona veio a calhar e me deixou muito mais perto de Buenos Aires do que esperava. Enfim tudo estava dando certo. Em Santa Fé busquei um hostel, já que agora preciso de internet para trabalhar. Após um relaxante banho quente coloquei meus malcheirosos tênis para tomar um ar na varanda e após algum trabalho fui dormir. Acordei somente no dia seguinte. Chuva. Tênis completamente encharcados. De mau humor, continuei trabalhando e decidi tomar um ônibus até Rosário para fugir da chuva, e lá tomaria novamente um trem a Buenos Aires. A viagem passou bastante rápido devido à conversa que mantive com uma médica que estava sentada ao meu lado e, já em Rosário, a dúvida era se deveria seguir direto a Buenos Aires ou se deveria visitar um amigo na cidade. Escolhi a segunda opção e fui até o hostel em que ele trabalhava. Conheci um canadense muito louco que dizia que iria comprar uma canoa e viajar até Buenos Aires pelo rio Paraná. É a prova que existe gente mais louca que eu (viu mãe, te disse). O rio Paraná a essa altura é trafegado por transatlânticos gigantescos que buscam o importante porto de Rosário, tem altos valores de largura e profundidade, sem contar que a distância entre Rosário e Buenos Aires é de 300 km.

Na noite seguinte parti em ônibus também a Buenos Aires porque descobri que o trem não funcionava aos finais de semana. Cheguei novamente à Capital Federal domingo dia 20 de fevereiro e pela terceira vez essa cidade me engole, rs! Não consegui falar com meu amigo que me hospedou aqui durante o domingo, e por isso novamente me dirigi a um hostel, e aproveitando estar perto do centro fui novamente ao Maluko Beleza, bar que sempre esteve presente em minhas estadias passadas nesta cidade. Encontrei várias pessoas, inclusive um conhecido de Curitiba que estava passando uns dias em Buenos Aires, mas já na segunda feira acompanhei meu amigo a uma das muitas cidades metropolitanas da Grande Buenos Aires, Morón, na zona oeste, e aqui estou desde então, e passei muito bem.

Sábado, dia 26, fiz a tatuagem que a tanto tempo esperava, uma coruja, ave símbolo da sabedoria e da inteligência, possui ampla visão dos acontecimentos dada a capacidade de virar a cabeça 180º. Além de voar, o que inevitavelmente me dá uma sensação de liberdade. Hábitos noturnos, silenciosa, discreta, representa tudo o que busco ser. Uma única sessão, 8 horas, quase morri. É sério. Com 4 horas de tatuagem eu já não aguentava mais. Chegava um momento que o ardor provocado pela pomada anestésica era pior que a própria dor das agulhas furando a pele. Entretanto o pior momento ainda estava por vir. Coceira, muita coceira. Dias e dias de coceira e nem pense em coçar. Mas agora já está um pouco melhor.

Fora isso, os dias por aqui foram muito bem aproveitados, festas, baladas, churrascos e até a um zoológico fomos. Facundo, a segunda grande amizade que fiz na viagem, me apresentou a vários amigos. Joguei futebol com argentinos (meu time ganhou, óbvio, contava com um brasileiro). Também teve um fiasco. Certa noite, dispensamos todas as mulheres do grupo para irmos "caçar". Todos os moleques animados, cantávamos todas as mulheres da rua. Entramos numa balada, fomos ao bar, tomamos uma dose de Jagermeister e quando olhamos ao redor deparamos com a realidade: estávamos em uma festa gay. Demoramos a acreditar, afinal, além de ser uma festa a fantasia, haviam muitas mulheres, muitas delas, lindas. Mas não, éramos os únicos héteros do lugar. Não tenho e nunca tive problemas com gays, mas nunca me senti tão mal e tão incomodado em um lugar antes. Fui embora com extremo mau humor, desacreditando o que tinha acabado de acontecer e o mau humor só passou no dia seguinte.

Noutro dia desses conheci também um outro mochileiro caroneiro brasileiro: Raphael, um carioca que pretendia ir a Ushuaia também, mas como todos os outros, não tinha tanto tempo quanto eu. Por isso ainda não foi dessa vez que arrangei um companheiro de viagem, alguém se candidata? Para terminar fomos ao Zoo de Lujan, uma cidade não muito longe daqui. Não é muito limpo, nem muito organizado, mas mesmo assim fantástico pelo contato que podemos ter com os animais. Em que outro lugar da américa eu poderia acariciar um tigre ou andar em dromedário? Foi muito bacana, confiram as fotos. Também vou postar um vídeo, confiram a seção!

Hoje ou amanhã eu devo ir a La Plata e ENFIM seguir à Patagônia, lugar que deveria ter ido ainda em 2007. Vamos ver quais coisas bizarras me esperam daqui pra frente, e sem dúvida espero que sejam muitas.

Um grande abraço a todos e até a próxima postagem!

Andejo

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mundão Velho de Deus



Segundas-feiras. Alguns planejam voltar à academia, algumas começar um regime. Começar um trabalho, voltar das férias, colocar o plano em prática. No meu caso, enfim voltar a estrada!

Como o tempo passa! Voltei para o Brasil no meio de setembro e já estamos em fevereiro. Um mês em Curitiba, dois em São Paulo, visitas rápidas a Umuarama, Cascavel, Guaíra, Salto del Guairá e ao litoral do Paraná e enfim, mais um mês em Curitiba, formam a cronologia da minha estadia no país canarinho.

Contando brevemente minha passagem por aqui posso dizer que me diverti bastante em Umuarama, lugar que comentei que iria no fim de minha última postagem. O workshop que dei por lá não teve uma grande procura, mas foi bem bacana, com um bom aproveitamento dos alunos, o que me deixou satisfeito e acredito que a eles também. Fora isso rolou muita curtição, o que não poderia ser diferente sendo que minha companhia era a Mari, rs!

Fomos a um casamento e diversas vezes à cachaçaria Água Doce, novidade levada à cidade pelo irmão da Mari, o agora empresário Guto Ribeiro. Fora isso, outros bares da cidade e a casa de um amigo da Mari com uma convidativa piscina num dia de incrível calor fizeram parte do meu roteiro pela cidade paranaense.

A única parte que não foi tão boa assim (horrível por sinal) foi a rápida viagem de carro que fizemos no meu último dia em Umuarama. Tanto eu quanto Mari estávamos com uma ressaca nada invejável e essa viagem foi praticamente uma tortura!

Enfim, se aproximava o Natal e como também comentei antes fui a Cascavel, onde fui convidado por uns amigos da minha irmã a disfarçar-me de Papai Noel para as crianças da festa. Foi muito, muito engraçado. Pra começar usei a mesma peruca que uma das crianças tinha usado para se disfarçar de bruxa no último halloween. A longa e branca barba postiça tentava sem sucesso esconder os fios pretos de minha barba mal feita que foi rapidamente descoberta por uma das crianças e a única parte que a peruca cobria de forma eficiente eram meus olhos. Noite muito bacana! Posso dizer que tirei bastante proveito desta visita a Cascavel, podendo matar a saudade de minha irmã e passar um tempo maior com minha sobrinha.

Chegamos então perto do reveillon e o litoral foi meu destino. Desci para a pousada do meu pai no balneário de Albatroz junto com um amigo, Victor, e passamos alguns dias tocando violão muitas horas por dia. A virada do ano passei com outros amigos que estavam alí por perto, e por mais que tenha sido muito simples, foi uma noite fantástica, o início de um ano que promete.

A última parte dessa mini jornada foi a volta pra Curitiba. Recheada de muito trabalho foi um trecho bastante cansativo, física e mentalmente. Ajudei meus pais a organizarem as finanças e a parte administrativa de nosso novo negócio e disso nasceu uma possibilidade interessante. Eles me convidaram a trabalhar com eles, mesmo viajando. Depois de muito discutir e pensar na viabilidade, definimos algumas condições e agora eu posso dizer que estou em fase de experiência. Caso isso dê realmente certo eu poderei até reduzir o tempo total da viagem, visto que não necessitaria parar para trabalhar por falta de dinheiro para continuar a viagem. A grana não é alta, mas para quem aprendeu a viajar sem nada, qualquer dinheiro certo parece até mentira, rs!

Sigo então agora em direção a Buenos Aires, só ainda não sei por qual caminho irei. Independente disso meu coração bate mais acelerado que nunca, visto que enfim irei superar uma barreira psicológica: "La Capital Federal". Esse é o meu limite atual, o ponto que sempre alcanço mas que nunca ultrapasso. Foi assim em minha primeira vez, minha primeira experiência na estrada, quando voltei para casa depois de passar um mês na cidade porteña com a frustrada expectativa de ir à Itália. Depois de alguns anos voltei a estrada e novamente em Buenos Aires me vi impedido de seguir. Após trabalhar meses na cidade esperando o inverno passar e me preparando pra enfim encarar a Patagônia, o drama familiar que vivi me trouxe prematuramente ao Brasil, e comprimissos que assumi acabaram por me segurar meses por aqui. Mas agora nada vai me impedir e por mais que somente a 70 Km de distância, La Plata será libertadora para mim. Irá representar um mundo desconhecido, o qual me foi tirada a oportunidade de conhecer há muito tempo atrás e, a partir de lá, paisagens e histórias fantásticas me esperam.

Peço perdão pela minha ausência na grande rede, mas os convido a voltar junto comigo para a estrada, e acompanhar por aqui, através de textos, fotos e vídeos o que me espera nesse imenso Mundão Velho de Deus. Sejam novamente bem vindos.

Um grande abraço,

Andejo.

Ps.: Como um bom novo funcionário, convido-os também a conhecer o negócio de minha família! Se vierem a Curitiba, a trabalho ou a passeio, visitem-nos! www.azureflats.com

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Demente, Lag, Guto e Paquito!



Enfim a tão esperada formatura, motivo de longa espera, aconteceu! E mais uma turma de aviadores militares foi entregue à Força Aérea Brasileira; entre eles Cezar, vulgo Lag, o mais emotivo estóico que conheço, rs. E, não diferente de sua primeira formatura na já distante EPCAr, essa foi recheada de confusão.

Tudo começou na manhã de quinta-feira, 09/12, quando tinha tudo quase pronto para viajar à Pirassununga, terra que abriga a Academia da Força Aérea e também terra de origem da famosa Cachaça 51. Entretanto, em conversa com outro amigo que iria de Curitiba para a formatura, decidi que o esperaria. Ele viria de avião até São Paulo e iria de ônibus até Pirassununga. Seu vôo chegaria em São Paulo, ou melhor, Garulhos, por volta das 18 horas e nosso ônibus sairia do Terminal Rodoviário do Tietê às 21h40min. Perfeito. Saí de casa por volta das 19h, com tempo de sobra, imaginava eu, afinal iria em direção contrária ao fluxo vespertino. Planejava chegar cedo, comprar as passagens e esperar por meu amigo que vinha acompanhado de sua namorada, já pronto para embarcar. Doce ilusão!

Contrastando com o ônibus praticamente vazio, com 80% dos assentos desocupados, as vias paulistanas estavam lotadas e praticamente não se mexiam. O largo período de tempo destinado ao deslocamento até a rodoviária foi se estreitando aos poucos até me sentir sufocado e enfim, quando faltavam duas quadras para trocar o lento ônibus pelo rápido metrô, um fiscal de trânsito improvisou um desvio por conta da queda de um fio de energia, afastando-me de meu objetivo. E mais congestionamento. Desci do ônibus ali mesmo e corri como pude, golpeando a todos com minha mala de caixeiro viajante até a estação de metrô mais próxima. Desci como uma bala as escadas e tive que segurar as portas do metrô para que não se fechassem antes que eu pudesse entrar. Sensação de impotência, já eram 21h20min! Por que diabos o maquinista não percebia minha pressa e pulava umas estações?? O telefone toca, 21h25min, e meu amigo Guto avisa que acaba de chegar ao destino; eu aviso que estou a caminho, peço para ele comprar nossas passagens. 21h28min: Guto avisa que só tem 2 passagens; falo para ele comprar e embarcar, porém decidimos verificar o preço do aluguel de um carro, talvez não saísse muito mais caro, visto que dividiríamos em 3. Sim, era caro. 21h33min: Guto vai comprar as últimas passagens enquanto pergunta ao Lag o início da formatura no dia seguinte para saber se eu chegaria a tempo caso pegasse o primeiro ônibus da manhã; não, não daria. 21h35min: Acabaram as duas últimas passagens. 21h40min: Cheguei.

Sem alternativas em mente decidimos alugar o carro mesmo saindo mais caro, afinal havíamos esperado muito por essa formatura e não a perderíamos por nada. Porém decidimos comer algo antes de ir rumo à Pirassununga. Nesse meio tempo entrei em contato com minha mãe e ela sugeriu que fôssemos a alguma cidade mais próxima de nosso destino final de ônibus mesmo. Lembrei que tinha parentes na região e corri para descobrir se conseguiria passagens para Araras, Araraquara ou Piracicaba. Havia somente para Piracicaba, às 23h00. Porém, como descobrir se haveria um ônibus entre Pira e Pira que nos levasse a tempo? Descobrimos que sim após ligarmos novamente para o Lag, e compramos as passagens para Piracicaba faltando 5 minutos para o ônibus sair. Enfim embarcamos e após alguns contatos descobri que um primo iria nos buscar cerca da 1 e meia da manhã na rodoviária da cidade que possui o sotaque mais arrastado que conheço.

Dito e feito. Júnior, meu primo, buscou-nos e nos levou para comer em um barzinho e depois ao apartamento de sua irmã, minha prima Sheila, que estava viajando e por lá mesmo dormimos. Acordamos pouco tempo depois e tomamos o ônibus das 6h pra Pirassununga. Lá pela oito chegamos e o pai do Lag foi nos buscar. Só deu tempo de um banho e fomos direto pra cerimônia de formatura, e que formatura.

Quando chegamos já estavam o primeiro, o segundo e o terceiro ano em forma, de baixo de um sol escaldante, impecavelmente alinhados com suas fardas quentes, e não demorou muito para que alguns cadetes começassem a cair desmaiados. Porém esse foi apenas um detalhe. Após entrada triunfal dos formandos, marchando e cantando em alto e bom tom seu grito de guerra, seguiu-se a cerimônia com a presença do Ministro de Estado da Defesa, o exmo. sr. Nélson Jobim e das altas cúpulas do Exército, da Marinha e principalmente da Força Aérea. Durante todo o tempo, dezenas de aviões de instrução militar voavam em formações distintas acima de nossas cabeças, e foi assim enquanto os formandos recebiam suas espadas e também quando finalmente jogaram para cima seus quepes, tirando um grande peso de seus ombros. O Gran Finale aconteceu com uma demonstração magnífica da esquadrilha da fumaça. Inúmeras manobras individuais e coletivas, fazendo figuras com a fumaça característica desse grupo. Um momento emocionante foi quando escreveram no ar "Turma Hares", nome da turma de formandos, com a fumaça liberada no momento certo por 7 aviões que voavam em linha.

Poucas vezes senti tanto orgulho de alguém. Parabéns Lag!!!

Bom, agora era hora de festa. Em casa, um churrasquinho, um cochilo e piscina com muita cerveja gelada, que mesmo após o anoitecer continuava incrivelmente quente! Não demorou chegou o quarto elemento, Danilo, vulgo Paquito e enfim o grupo estava completo. Carlos, Cezar, César e Danilo, ou Demente, Lag, Guto e Paquito. Não me lembro qual foi a última vez que nos juntamos os quatro. O papo rolou solto até ficarmos atrasados para o baile. Colocamos nossos smokings e fomos para o baile que rolou até as 5 da manhã. Fato importante: Smokings não melhoram a educação de ninguém! Nenhuma fila era respeitada na festa a rigor. Houve um momento em que eu era o próximo a me servir no buffet quando os pratos acabaram, e quando trouxeram mais só consegui pegar o décimo da pilha, enquanto os primeiros eram rudemente arrancados de minha mão. Chegou a ser engraçada a cena de tão ridículas atitudes.

No outro dia, após pouco dormir voltamos, eu, Guto e Tati (sua namorada) com o carro que o Danilo havia alugado até o aeroporto de Garulhos e de lá enfrentamos mais 70 km de transportes coletivos até chegar na casa de minha tia aqui em Sampa. Danilo voltou no mesmo dia pra Curitiba e Guto e Tati no dia seguinte. Ah! A caminho de casa, depois de sairmos do aeroporto, paramos no shopping Tatuapé e assistimos Tropa de Elite 2, e digo que foi um dos filmes mais fascinantes que assisti; um pouco depressivo levando-se em conta que os assuntos tratados no filme representam nossa realidade.

Assim se encerrou minha visita a São Paulo. Amanhã tomarei um avião para Curitiba e de lá vou para Umuarama, cidade do interior paranaense onde darei um workshop e depois para Cascavel onde passarei o natal com minha irmã. Até lá decidirei o que fazer depois! Porém saibam que não vejo a hora de retomar minha viagem, visto que já fiz tudo o que tinha para fazer por aqui. Já cumpri, e com bom grado, minhas funções de neto e de amigo e agora já me sinto pronto para partir!

Enquanto isso deixo um abraço a todos vocês!

Saudações,

Andejo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Andejo Posto à Prova

Volto a escrever hoje após um longo período de inatividade para dar meu paradeiro, para contar novidades que já não são tão novas e principalmente para organizar idéias.

Estou em sampa. Cheguei a algum tempo e já estou trabalhando. Depois do velório de minha vó, resolvi dar um tempo em Curitiba e fiquei até poucos dias depois do meu aniversário que foi na curiosa data de 10/10/10. Foi um pouco decepcionante e inesperado passar essa data em Curitiba, depois de tanto indagar em que lugar do mundo estaria em tão fatídico dia, porém assumo que foi gostoso passá-lo com amigos em um churrasco na lage. Um mês. Foi o tempo que gastei na cidade. Saí com amigos, descansei, pensei e repensei. Tive reencontros e desencontros. Surpresas e decepções. Até que decidi que não mais queria ficar alí. Foi assim que vim parar aqui.

Cheguei e logo fui a caça de trabalho. Se ia esperar a formatura de meu amigo que fosse trabalhando para juntar mais alguma grana. Muitos currículos entregues, várias entrevistas e uma escolha: TNG. Entrei na loja dia 11 de novembro, após recusar algumas outras propostas que me pareceram menos interessantes e depois de muito lutar pra conseguir toda a documentação exigida. Pois bem, as coisas não foram tão bem como eu esperava. Acho, na realidade, que eu não estou com o espírito competitivo o suficiente neste momento de minha vida para trabalhar num local de vendas num período de natal. Mesmo não me importando muito com os poucos reais perdidos com atendimentos que deveriam haver sido meus, incomodava-me profundamente estar trabalhando ao lado de pessoas que buscam o sucesso a qualquer preço, mesmo passando por cima de outros. Não disposto a brigar e me desentender continuamente por este tipo de coisa, resolvi renunciar a esta boa oportunidade de fazer uma graninha extra para a viagem. Vou ter que arranjar outro jeito... veremos.

Esses últimos tempos foram uma bela prova à minha perseverança e às minhas crenças. Não houveram muitas coisas que deram certo nos últimos meses. Começando com a notícia da piora do estado de saúde de minha avó seguido de seu falecimento, que me fez voltar precocemente ao Brasil, passei por uma série de dificuldades que complicaram e muito minha volta pra estrada. Os meses trabalhados em Buenos Aires para nada serviram, visto que o dinheiro se foi nesta volta ao país tropical. A desvalorizada moeda argentina pouco dura em território brasileiro. Em Curitiba não consegui juntar nada mais (e sim gastei muito). Não dei uma aula sequer, muito por desleixo, eu assumo. Esse foi um agente complicador de minhas decisões aqui em São Paulo. Abandonar o trabalho em que estava não foi uma decisão fácil, por mais que não estivesse satisfeito com ele. Entretanto, passar por cima de meus princípios para conseguir dinheiro vai totalmente contra o que acredito e prego, total hipocrisia, ainda mais no momento que atravesso, visto que o que busco nessa viagem é também evolução pessoal, além da busca pelo desapego. Lembro-me de Mariela e José comentando que temiam que eu me afastasse de meus planos e ideais nessa volta ao Brasil, e que abandonasse essa viagem, a qual consideram fascinante. Mas fiquem tranquilos amigos argentinos: Por mais que esteja sendo difícil levar os planos adiante, a saudade pela estrada só vem aumentando a cada dia.

Voltando à vida em São Paulo, conto que tem sido bastante interessante, marcada por coincidências, boas festas e maior contato com uma família que eu nunca tinha tido a oportunidade de conhecer bem. Ouço constantemente histórias sobre meus avós, tios e pais, sobre suas infâncias, origens, travessuras e feitos, e digo que tem sido muito bacana ouvir este tipo de his(es)tórias.

Quanto as coincidências digo que algumas foram intrigantes. Tenho andando bastante por São Paulo e enfim posso dizer que conheço ao menos um pouco minha cidade natal, o que já me deixa bem feliz. Desde que cheguei aqui venho andando constantemente de ônibus para ir a todos os cantos e, felizmente, apenas duas vezes desci no ponto errado. O curioso é que devido a esses dois erros encontrei dois lugares que já havia visitado antes e que queria encontrar, mas que não fazia idéia de onde ficavam; qual a probabilidade de isso ocorrer, completamente ao acaso, em uma cidade tão grande? E acrescento que apenas encontrei os lugares depois de descer do ônibus. Divertido. Outra coincidência é ter ido trabalhar comigo nesses dias um cara que conhece duas meninas que conheci na Guarda do Embaú, praia do litoral catarinense, logo após o carnaval. Incrível como um mundo tão grande pode ser tão pequeno.

Vou aproveitar agora essa semana, livre após meu pedido de demissão, pra conhecer ainda mais a cidade e tirar algumas fotos dos interessantes locais que não faltam por aqui. Este lugar não tem comparação a nada que já vi. Infinidade de pontes, viadutos e avenidas larguíssimas com tráfego incessante. Os trêns e metrôs são limpos, espaçosos(mesmo que insuficiente nos horários de pico) e de qualidade muito superior se comparado aos poucos outros que conheço como os do Rio de Janeiro, Porto Alegre ou Buenos Aires. Bairros lindos e arborizados. Bairros feios e cinzas. Casas grudadas umas as outras com uma arquitetura desplanejada e um resultado único que nunca presenciei em outro lugar. As ruas dos bairros de periferia parecem todas iguais e é preciso estar muito atento para saber em qual ponto de ônibus descer quando se viaja a noite. Por outro lado não é difícil encontrar lindos boulevares e grandes parques em áreas de maior poderio econômico. Como eu imaginava, não é uma cidade ruim de se viver, podendo até ser excelente, tendo sua qualidade de vida intimamente ligada ao poder aquisitivo de seu morador.

Tenho aproveitado para ler muito por aqui, dado as infindáveis horas gastas no interminável trânsito da capital econômica do Brasil e estou pensando na possibilidade de abrir uma nova sessão no blog de sugestão de leituras. O que acham? Já começo indicando "As Memórias do Livro" de Geraldine Brooks, o qual mistura ficção e realidade para descrever o trajeto histórico de uma manuscrito judaico através dos séculos. Um romance de agradável leitura que trata sutilmente de temas como religião e anti-semitismo, fazendo-nos refletir sobre questões que insistem em nos acompanhar durante nossa "evolução" como espécie, parecendo não fazerem parte do amadurecimento da raça humana.

Fico na cidade até quinta, quando viajo a Pirassununga para a formatura de um amigo como piloto da força aérea, Cézar, motivo que me segurou no Brasil até o momento, e ainda não sei o que farei depois. Estudarei as possibilidades com calma essa semana para depois me decidir. Já tenho algumas coisas em mente.

Quanto ao blog, tenho deixado um pouco abandonado nos últimos tempos, mas tenham certeza que assim que eu pisar na estrada não demorarão a descobrir, e para que saibam o que atualizei sem precisar revisar todo o conteúdo, especificarei as sessões e as respectivas datas de atualização logo abaixo dos slides de fotos, na barra lateral do blog.

Volto logo para contar as novidades da formatura em Pirassununga. Se houver nessa a metade das confusões da última em Barbacena, já terei muita história pra contar!

Um grande abraço do ainda vivo,

Andejo.